12.28.2010

Fortuna desperdiçada


Tom Jobim costumava dizer que só existem três músicas do mundo: A Americana, a cubana e a brasileira. “O resto é valsa”, concluía o maestro soberano.
Ele tinha razão. O Brasil merece estar no topo de qualquer destas listas porque tem uma variedade cultural de ritmos musicais difícil de ser superado. Quantas nações se dão ao luxo de ter nos últimos cem anos uma constelação com estrelas como Pixinguinha, Noel Rosa, Chico Buarque, Luiz Gonzaga, João Gilberto, Caetano Veloso, Adoniran Barbosa e tantos outros que ficaríamos aqui o dia todo enumerando.
Isso sem falar de dramaturgos como Nelson Rodrigues, de poetas como Carlos Drummond de Andrade e de atores como Paulo Autran e pintores do nível de Candido Portinari. É uma bênção, e falo isso sem nenhum ranço nacionalista, pois quem me acompanha aqui sabe que desse mal eu não sofro.
Por isso, uma lista divulgada nesta semana pela ONU (Organização das Nações Unidas) é de assustar e revoltar a todos nós. Em um ranking dos países que mais exportam cultura no mundo, o Brasil ocupa a módica 26ª posição, ficando atrás de “grandes potências culturais” como Hong Kong, Áustria, Turquia, México, Polônia, Cingapura e Tailândia.
Só no último ano os bens culturais movimentaram 592 bilhões de dólares em todo o planeta, o Brasil foi responsável por apenas 0,2% desse total, o que para os economistas é algo irrisório num bolo tão gigante.
Mesmo assim, faz-se uma grande propaganda em terras tupiniquins que somos uma grande e admirada potência global, onde todos ajoelham aos nossos pés e aos nossos talentos. Mentira. Meia dúzia de jornalistas e críticos de veículos com o New York Times, New Yorker e Mojo elogiando nossos artistas não causa impacto fora dos meios descolados e a Ivete Sangalo alugando o Madison Square Garden para gravar um DVD, para uma platéia de brasileiros moradores de Nova York não nos faz uma grande potência. É macumba para turista, propaganda enganosa.
Por coincidência, os números dessa pesquisa foram divulgados no mesmo dia em que o nome da nova Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, foi anunciado pela presidente Dilma Roussef. Que 2011, seja um ano novo, em vários sentidos.

12.24.2010

Feliz Natal!



O Brasil é um país cristão, que vive intensamente o Natal. No entanto, diferente de outros países, onde há toda uma tradição de músicas natalinas, nós temos poucas obras em nossa cancioneiro falando sobre a data. Uma honrosa exceção é "Boas Festas", do genial Assis Valente. Aqui está uma gravação de Orlando Silva.

12.21.2010

A caixa de Tim



Tão maltratada quase sempre, a música brasileira às vezes recebe alguns presentes de consolo. Um deles chegou às lojas recentemente empacotado com as oito principais obras do cantor (e que cantor!) Tim Maia.
Os álbuns vão do período de 1970 a 1984, quando o polêmico carioca da Barra da Tijuca mesclou de maneira inédita a música brasileira com a soul music americana. Nunca ninguém tinha feito isso de maneira tão radical, e com certeza abriu caminhos para nomes como Raul Seixas, Alceu Valença e Novos Baianos.
O pacote custa em média uns R$ 160,00, mas se seu 13º está comprometido, a opção é adquirir pelo menos o primeiro disco do pacote, a estreia de Tim em 1970. É uma obra prima.

O mundo das imbecilidades


"Alguns cientistas acreditam que hidrogênio, por ser tão abundante, é o elemento básico do universo. Eu questiono este pensamento. Existe mais estupidez do que hidrogênio. Estupidez é o elemento básico do universo".
A frase acima é do compositor americano Frank Zappa, que por sinal é um ótimo frasista.
Pensei nessa “tirada” Zappiana nesta semana ao dar uma checada da lista das biografias mais vendidas pelas livrarias. Sabe quais os nomes que aparecem no ranking das vidas mais celebradas pelos leitores?
Lá vai: Justien Bieber, Fiuk, Geyse Arruda. Mas como nenhuma situação é tão ruim que não pode ser piorada, fiquei sabendo nesta manhã que já estão preparando uma do Luan Santana.
Aproveitando as citações, também há uma que diz que não dá para acreditar em um bluesman com menos de 20 anos. A idéia é que nesta fase da vida ainda não se sofreu o suficiente para transformar isso em matéria prima da arte.
Fico imaginando – e confesso que até tenho certa curiosidade – para saber o que está descrito na biografia do Justin Bieber, um moleque de 16 anos.
Desde que o mundo é mundo sempre tivemos pessoas tentando vender itens sem utilidade para a gente. A diferença é que antes, os vendedores tinham mais dificuldade e precisavam disfarçá-las melhor.

12.20.2010

Captain Beefheart (1941-2010)



Só fiquei sabendo hoje da morte desse grande outside do rock. Imcompreendido,Captain Beefheart foi quem melhor mesclou o blues do mississipi com a música erudita de vanguarda. "Safe a Milk" (1967), o disco de estreia de seu grupo, é ainda hoje um oceano para se navegar, com grande possibilidade de se perder em seu emaranhado de acordes originalíssimos.

12.17.2010

Nossos iletrados tempos


Não sou de ficar comparando nossos tempos com o passado. Muito menos de fazer isso nostalgicamente, como algumas pessoas que sempre acham que o passado foi melhor que o presente. Pelo contrário, acho que a maioria das estão melhorando, assim como há mudanças para pior, evidentemente.
No ramo musical temos alguns pesquisares que sempre colocam lado a lado coisas ótimas do passado (tipo bossa nova) e a comparam com, sei lá, Luan Santana, para provar que nossa música hoje é muito inferior. Aí é sacanagem com nosso querido tempo. Sempre houve porcarias indizíveis, mas o que sobra e fica para a posteridade é aquilo que realmente importa. Veja os queridos anos 80, que foi uma tragédia do ponto de vista musical e hoje é saudado com nostalgia até por quem não estava lá.
Mas tem um ponto em que estou de acordo com quem acha que o passado era melhor: As letras de música da música popular brasileira. Pertencemos a uma geração que lê pouco, e quando o faz é pela internet, textos cursos, mal escritos.
O resultado são “pérolas” como “Porque roupa de menino não cabe em homem não/ Vou catar uns popozão ô meu amigo, é guaraná!” (Tihuana, em “É Guaraná”). Seria até engraçado, se não fosse trágico.
A principal qualidade de uma letra de música (talvez de qualquer texto escrito) está na capacidade de condensar várias idéias em um simples verso. Um exemplo? Nesta semana comemoramos o centenário de nascimento de Noel Rosa. Boêmio que morreu muito jovem em 1937, esse gênio dos botequins escreveu pérolas como “Às pessoas que eu detesto / Diga sempre que eu não presto / Que meu lar é um botequim / Que eu arruinei sua vida / Que eu não mereço a comida / Que você pagou pra mim” (“Último Desejo”).
Não se trata de um compositor erudito, com formação acadêmica profunda ou leitura acumulada dos grandes escritores russos e franceses. Isso era poesia popular, feita para tocar em rádio e em festas da periferia.
Mesmo nas décadas seguintes, música popular continuou sendo sinônimo de boas letras. Mesmo artistas muitas vezes vítimas de preconceitos como Peninha, escreveram pérolas de erudição se comparados com o que temos hoje. “Eu só quero que você se encontre/ Ter Saudade até que é bom/ É melhor que caminhar vazio” (“Sonhos”).
Se alguém achar que estou errado, por favor, mandem boas letras de artistas com menos de 35 anos de idade. Eu ficaria eternamente agradecido se alguém me provasse que eu estou errado.

Frases de Frank Zappa


Grande frasista, Frank Zappa se foi cedo demais, acometido de um câncer de próstata que o venceu em 1993. Pena. O mundo perdeu um de seus mais ácidos críticos, alguém que com certeza estaria sofrendo a patrulha politicamente correta dos dias atuais, quando completaria 70 anos neste mês de dezembro. Talvez ele até se divertisse dando seus tiros certeiros na hipocrisia. mas tudo fica na órbita do "será...".
Fui lembrando algumas frases célebres dele. Algumas, pesquei na memória, por isso, desculpe se estiverer erradas. Outras, a santa internet ajudou. Mas o que vale é a homenagem a um dos mais completos músicos do século 20, que unia humor ácido, música atonal, serialismo, rock, blues e surrealismo.


- "A mente é como um pára-quedas. Só funciona se abrir"

- “A mulher ideal é bonita, gostosa, boa de cama e à meia-noite vira uma pizza!”

- “Crítico de rock é um cara que não sabe escrever, entrevistando quem não sabe falar para gente que não sabe ler”.

- "Alguns cientistas acreditam que hidrogênio, por ser tão abundante, é o elemento básico do universo. Eu questiono este pensamento. Existe mais estupidez do que hidrogênio. Estupidez é o elemento básico do universo."

- "Um país não pode ser um país de verdade se não tiver ao menos uma cerveja e uma empresa aérea. Ajuda se tiver uma equipe do futebol, ou armas nucleares, mas o mais importante é a cerveja".

- "Os punks falam: 'Eu toco alto, rápido e mal. E daí?' Eu gosto da parte do 'e daí?'".

- "A emoção de um músico é a coisa mais importante, é o que se sobrepõe ao acorde. Se deixar isto de fora, a música não vai lhe tocar."


- "Bêbados não marcham!"


- "Droga não é o mal. A droga é um composto químico. O problema começa quando pessoas tomam drogas como se fosse uma licença para poderem agir como babacas."


- "Sem um desvio do normal, progresso é impossível."

- "Sem música para decorar, tempo é só a monotonia de prazos de entregas e contas à pagar."

- "Conduzir uma orquestra é abanar as mãos ou um pedaço de pau, criando desenhos no ar, onde são interpretados como mensagens musicais por gente de fraque, que preferiria estar pescando."

- "Política é o departamento de entretenimento da indústria."

- "Se você quer trepar, vá à faculdade. Mas se você quer aprender alguma coisa, vá à biblioteca."

- "Se você acabar com uma vida tediosa e miserável porque você ouviu seus país, seus professores, seu padre ou alguma pessoa na televisão, dizendo para você como conduzir a sua vida, então a culpa é só sua e você merece."

- "Meu conselho para quem quer ter uma criança sadia e feliz é mante-la o mais longe possível de uma igreja. Crianças são ingênuas e confiam em todo mundo. Escola já é ruim mas se levá-la para a igreja, então está querendo mesmo problemas."

- "A maioria das pessoas não reconheceria uma música boa se ela viesse e as mordesse na bunda."

- "Estupidez até pode ter um certo charme. Ignorância não."

- "Eu me sinto muito confortável tocando com Steve Vai. Ele faz todas aquelas coisas na Stratocaster que eu não sei fazer. Tudo que Van Halen já sonhou em fazer. Mas ele não sabe só entortar as cordas. Ele é um músico completo."

- "Existe mais canções de amor do que qualquer outro tipo. Se canções influenciasse as pessoas, amaríamos uns aos outros."

- "Existem vários guitarristas muito bons por aí, mas posso lhe garantir que sou o único fazendo as coisas que faço. Isto porque não me apresento como um estrela. Vou lá pra tocar composições.""

- "Minha guitarra ideal seria uma combinação de guitarras. Eu gosto do vibrato do Stratocaster, o braço com 23 trastes da SG e o ton e sustain da Les Paul.""

- "Tocar guitarra é como trepar. Você jamais esquece, a não ser que você seja realmente muito burro."

- "A parte mais feia do seu corpo é sua mente."

- "Minha música é como um cinema para os ouvidos."

- "Pessoas consomem produtos via respiratória para poderem diminuir seu nível intelectual e assim poderem se sentir parte da turma. Afinal, ninguém gosta de andar com quem é mais inteligente do que você. Isto não é divertido."

- "Há uma grande diferença entre se ajoelhar e ficar de quatro."

O humor involuntário de Ozzy Osbourne



Olha a sinceridade de Ozzy Osbourne nesta entrevista a uma TV americana, quando peguntado sobre o astro mirim Justin Bieber.

12.10.2010

Eu por eu mesmo


Neste final de ano estamos vendo uma avalanche de autobiografias chegarem às livrarias e, se o assunto é gente falando de si mesmo, a controvérsia corre solta. É evidente que falta a qualquer ser humano um distanciamento necessário para falar de sua própria pessoa, sem puxar o próprio saco ou transformar o que deveria ser um trabalho esclarecedor num momento de auto-marketing. Exemplos do tipo não são poucos e se eu começar a citar aqui não paro mais.
Mas como toda regra tem sua exceção, e também temos clássicos do estilo. A de Miles Davis, escrita no final dos anos 80 a quatro mãos com o jornalista Quincy Troupe é um exemplo maravilhoso, com o mestre do jazz soltando os bichos sobre drogas, egos, música e opiniões fora do convencional.
Mas neste ano, mais duas autobiografias vem engrossar o caldo das altamente recomendáveis.
A primeira é “Vida”, de Keith Richards (Editora Globo). O velho Rolling Stones busca (sabe-se lá como) suas mais profundas lembranças em história de sexo, drogas (claro) e o melhor: Muita música, com gente como Mick Jagger, John Lennon, Gram Parson, Muddy Waters e quase todo mundo que interessa no eixo Inglaterra- Estados Unidos no século 20. É daqueles livros impossíveis de parar de ler, se você tem um mínimo de interesse por rock´and´roll.
Mas se você tiver que escolher um só livro para ler neste final de ano, escolha “50 anos a Mil”, a autobiografia de Lobão, escrita a quatro mãos com o jornalista Claudio Tognolli.
O principal motivo para lê-la é pelo fato de no Brasil boas autobiografias serem mais difíceis do que ganhar sozinha na Mega Sena de final de ano. Sem fazer média ou esconder fatos o músico vai brindando o leitor com uma história melhor que a outra. Só não é recomendável para pessoas mais impressionadas ou politicamente corretas.

12.08.2010

Há 30 anos John Lennon era assassinado



É curioso como mesmo entre fãs, a visão que se tem dos Beatles e de seus integrantes ainda é distorcida. Culpa de informações sem respaldo que circulam há anos em jornais, revistas e entre os próprios fãs.
Por exemplo: Certa vez, ao fazer uma matéria bastante crítica aqui no LIBERAL um político, muito irritado, me acusou de “raivoso” e deu como solução “conhecer a música John Lennon para ter paz no coração”.
É hilário. Lennon foi uma das figuras mais atormentadas da história da música, um nervo exposto de atitudes e consciência conflitantes. Biografias o pintam como um gênio que podia ser ao mesmo tempo extremamente carinhoso e desagradável. Educado e violento. Era um feminista extremo, mas tinha ataques de ciúmes que podiam acabar com agressões físicas em sua primeira esposa, Cinthia.
O produtor Roy Cicalla, que foi engenheiro de som de muitos discos do ex-beatle na década de 70, conta que certa vez ele elogiou David Bowie da seguinte maneira, poucos segundos após conhecê-lo: “Sua música é boa, mas a produção é uma merda. Porque você não trabalha com um engenheiro de som que preste?” Assim: simples, direto e sem papas na língua.
Após sua morte, como é de praxe, convencionou-se transformá-lo em uma espécie de santo lutando pela paz. Um Gandhi roqueiro. Não caia nessa.
John era um gênio e grande parte dessa genialidade vem exatamente desse tormento que o acompanhou desde a infância – abandonado pelos pais, criado por uma tia carinhosa e moralista. Era contra as guerras, como toda pessoa de bom senso, e lutou contra elas mesmo que isso lhe causasse problemas. Isso já é raro entre artistas, já que muitos preferem ficar em cima do muro.
A música “God” (“Deus é um conceito/ Pelo qual medimos/ Nossa dor (...) Eu não acredito em mágica/ Eu não acredito em I-ching/ Eu não acredito em Bíblia/ Eu não acredito em tarô/ Eu não acredito em Hitler/ Eu não acredito em Jesus/ Eu não acredito em Kennedy/Eu não acredito em Buda/ Eu não acredito em Mantra (...) Eu não acredito em reis/ Eu não acredito em Elvis/ Eu não acredito em Beatles”) diz mais sobre ele que “Imagine”. Ou melhor, as duas formam a personalidade inquieta do grande compositor.
Por falar nisso acho engraçado ouvir “Imagine” em comerciais de banco e em igrejas, pois sua letra é um ataque contra todas as instituições.
De uma forma geral, todas as grandes personalidades acabam tendo sua obra e verdadeira vida romantizada, estejam elas vivas ou não.

12.02.2010

Prêmios não servem para nada


Você já ouviu falar de Georg Solti, Domenico Modugno e Pat Banatar? E de Creedence Clearwater Revival, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, The Who, Queen, Neil Young, Janis Joplin, Grateful Dead, Diana Ross, Sam Cooke, Fats Domino e Bob Dylan?
Os primeiros já ganharam prêmios Grammy, considerado o mais importante da música mundial. Já os nomes do segundo grupo, não têm nenhuma estatueta na estante.
Sabe o que isso significa? Que o Grammy não serve para nada, assim como a grande maioria das premiações da música, cinema, literatura, teatro.
Elas não são parâmetro para cosia alguma, fora a ânsia financeira das grandes corporações do entretenimento. Se não for isso, o Restart é o melhor grupo musical do Brasil, afinal saiu no último prêmio da MTV com a mão cheia de estatuetas.
Agora vejam só toda essa discussão envolvendo o Prêmio Jabuti. O vencedor, no início deste mês, na categoria romance, foi “Leite Derramado”, de Chico Buarque.
No entanto, a editora Record, que editou o livro “Se Eu Fechar os Olhos Agora”, do jornalista Edney Silvestri, alegou que o trabalho de estreia de Edney estava na frente do vencedor na contagem geral dos votos, mas foi preterido já que o livro de Chico saiu pela Companhia das Letras, uma das principais incentivadora do evento.
Dias antes da entrega do prêmio, a Record decidiu abandonar o Prêmio Jabuti, o que chamou a atenção para o regulamento da festa, promovida pela Câmara Brasileira do Livro. Muitos autores defendem regras mais claras para a escolha do vencedor de Livro do Ano.
Mas parafraseando Arnaldo César Coelho, a regra é clara. O que manda em qualquer premiação são as relações dos organizadores com editoras, nomes de peso, retorno financeiro, etc. É assim na literatura, no cinema, na música, no futebol.
Isso mancha até mesmo os artistas. “Leite Derramado” é um bom livro, merece ser lido, debatido ou mesmo criticado, mas num grau que fuja dessas negociatas.
Por isso, quando levantarem a bola desses prêmios, fuja. Arte não é atleta para estar sempre competindo.
Editor
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PerfilLuciano Assis
Luciano Assis, 32, é repórter do Caderno L do jornal LIBERAL, onde escreve diariamente sobre música, literatura, cinema, teatro e artes plásticas. É também o responsável pela coluna “Entrelinhas”, publicada na edição de domingo do jornal, onde analisa assuntos culturais que foram notícia no decorrer da semana.
Perfíl do Blog
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O Blog Entrelinhas é uma extensão do Caderno L do LIBERAL, e tem como meta informar, comentar e analisar aspectos relevantes da Cultura local, nacional e internacional de forma ágil e interativa com seus leitores, criando uma rede de discussão acerca do mundo dos espetáculos.

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