10.29.2010

Os livros mais vendidos de todos os tempos



Quais são os livros mais vendidos de todos os tempos? Um levantamento feito no exterior chegou à seguinte conclusão:

1 - A Bíblia - 6 bilhões de exemplares
2 - O Livro Vermelho (Quotations from Chairman Mao Zedong) - 900 milhões
3 - O Alcorão - 800 milhões
4 - Xinhua Zidian (dicionário chinês) - 400 milhões
5 - O Livro de Mórmon (The Book of Mormon) - Joseph Smith Jr.- 120 milhões
6 - Harry Potter e a Pedra Filosofal (JK Rowling) - 107 milhões
7 - E Não Sobrou Nenhum (Agatha Christie) - 100 milhões
8 - O Senhor dos Anéis (J.R.R. Tolkien) - 100 milhões
9 - Harry Potter e o Enigma do Príncipe (JK.Rowling) - 65 milhões
10 - O Código Da Vinci (Dan Brown) - 65 milhões

10.26.2010

Meio e mensagem


Já foi dito que comunicação não é só aquilo que você diz, mas o que as pessoas ouvem. Eu ainda acrescentaria que tão importante quanto o que as pessoas ouvem, é o que elas querem entender.
Uma historinha para ilustrar: No começo dos anos 90, algumas famílias entraram com uma ação contra o cantor de heavy metal Ozzy Osbourne depois que vários adolescentes cometeram suicídio por ouvirem a música “Suicide Solution” (suicídio solução). Até faria algum sentido se a letra não se referisse a uma mistura (solution) alcoólica, chamada nos Estados Unidos de "Mistura Suicida". Os politicamente corretos poderiam acusar Ozzy de “incentivar a bebedeira”.
De maneira torta essa história macabra do passado me veio à cabeça durante o filme “Tropa de Elite 2”. Não interessa se o longa metragem de José Padilha tenha um cunha de denuncia humanista ou que mostre que a violência brasileira é fruto de mais violência estatal. Na cena em que o personagem de Wagner Moura soca sem dó um político, todos no cinema vão à loucura, sentindo-se vingados e vendo no ato uma a solução para a resolução dos problemas.
A maioria das sessões do filme pelo país apresentam esse mesmo acontecimento e na pré-estreia em Paulínia, numa sessão para convidados o belo Theatro Municipal da cidade quase veio abaixo. Ao meu lado, um grupo de familiares de empresários e políticos aplaudiu com enorme entusiasmo a cena, com direito até a muitos assovios.
O primeiro filme sofreu do mesmo problema. O Capitão Nascimento era descrito no filme como uma pessoa de certezas fortes, porém elas não encontravam encaixe numa sociedade complexa. Mas todos acharam nele um herói, uma solução. O próprio Wagner Moura confessou ter ficado incomodado com isso.
Mas por que isso acontece? O povo é ignorante? O filme é dúbio, talvez? Nada disso. Cinema é antes de tudo sonho, e refletimos nossos desejos na grande tela. Muitos de nós gostaríamos de dar umas porradas em alguns políticos corruptos, então é o Capitão Nascimento que faz isso pela gente.
Não é nem um pouco civilizado ou inteligente, mas é a realidade. Pena que esses básicos instintos estejam tão à flor da pele que extrapolem de maneira tão gritante nas salas de cinema para, penso eu, uma certa tristeza dos responsáveis por um filme tão pacifista.

Shows no Brasil: O povo é só um detalhe


Há mais ou menos 30 anos viver no Brasil e querer ver shows internacionais aqui no país era algo utópico. Por esses lados só chegavam bandas de rock decadentes e, mesmo assim, muito de vez enquanto.
Hoje é diferente. Só neste mês de outubro passaram pelo país uma quantidade de artistas que é maior que todas as atrações que desembarcaram aqui nos anos 50,60, 70 e 80 somados. E não estou exagerando.
Isso é bom? É. Mas há algo que precisa ser revisto com urgência: Nosso calendário. Como no Brasil a vida começa no segundo semestre, pois no primeiro empresários estão pensando em investir no Carnaval e o povo em pagar imposto, acontece uma enxurrada de bandas num mesmo período, que compreende os meses de setembro, outubro e novembro.
Acabei de fazer uma conta rápida aqui e para ver tudo que eu teria vontade, minha conta bancária ficaria desfalcada de uns R$ 4 mil. Algo impensável para um cidadão normal que não nasceu filho do Eike Batista ou tenho um salário dos sonhos.
Mas escolhendo com cuidado e economizando no dia a dia, dá para ir em um ou outro show. Mas aí vem a segunda parte: Filas para entrar, falta de comida, uma cervejinha sendo vendida a R$ 7,00 (o preço cobrado no SWU, em Itu) e uma espera de horas para pegar seu carro no estacionamento e ir embora ao final da apresentação.
No final do já citado SWU, os empresários do projeto garantiram que o evento voltará a acontecer em 2011, e eles declararam que o Festival já está entre os maiores e melhores do mundo. Perderam a chance de ficarem quietos. Os ingleses não agüentam isso no Festival da Ilha de Wight, os americanos não pegam horas de fila para ir embora do Lollapalooza e os franceses não pagam 5 euros por uma água no Rock in Siene.
Mas enquanto estiverem acontecendo filas para shows como a que vimos nesta semana para ver Paul McCartney, isso não deve mudar. Afinal de contas, se o dinheiro está entrando e os shows estão enchendo, para que se preocupar com detalhes?

10.15.2010

Corrida pelo Paul



Todos estão conseguindo comprar ingressos para ver Paul McCartney?

10.06.2010

Snoppy faz 60 anos


Em oututbro de 1960 o excêntrico desenhista Charles Schulz publicava pela primeira vez uma tirinha no jornal. Era o começo da saga do personagem Snoopy, ou Peanuts, como no original. Na verdade, inicialmente o foco era o garoto Charles Brown, um tímido garoto, como outro qualquer.
E esse era o grande trunfo da criação de Schulz. Numa época em que nasciam nas histórias em quadrinhos heróis que personificavam a superioridade americana e a força dos super poderes diante dos problemas, Charlie Brown tinha um humor triste, melancólico. O garoto era um perdedor nato. As meninas da escola não se apaixonavam por ele, os amigos o humilhavam, seu cachorro era indiferente a ele.
Essa personalidade foi se desenvolvendo nas décadas seguintes e a turma aumentando: Lucy, Linus, Woodstock, Celie, Schroeder, Patty Pimentinha e Marcie se pareciam com qualquer turma de qualquer lugar do mundo.
Schulz faleceu em 2000, um ano após aposentar sua turma e deixar de desenhá-los. Mas o legado e o amor de gerações por ele ainda continua, como demonstra esse aniversário de 60 anos.
Aqui no Brasil, a editora L&PM, que já lançou três volumes em capa dura da série “Peanuts completo” e 10 livros com as aventuras do Snoopy na coleção pocket está com uma promoção em seu site.
Mas o principal trabalho sobre Schulz e seus personagens está fora de catálogo no Brasil. Trata-se de “De Schulz a Snoopy: A Biografia”, lançada aqui pela editora Nova Fronteira. Ela mostra um criador obcecado e sombrio, que usava suas experiências pessoais para criar suas histórias. Uma garotinha ruiva que o rejeitou na infância, por exemplo, virou o amor platônico de Charles Brown, por exemplo.
Mais uma prova que os clássicos nascem de dores pessoais.
Editor
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PerfilLuciano Assis
Luciano Assis, 32, é repórter do Caderno L do jornal LIBERAL, onde escreve diariamente sobre música, literatura, cinema, teatro e artes plásticas. É também o responsável pela coluna “Entrelinhas”, publicada na edição de domingo do jornal, onde analisa assuntos culturais que foram notícia no decorrer da semana.
Perfíl do Blog
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O Blog Entrelinhas é uma extensão do Caderno L do LIBERAL, e tem como meta informar, comentar e analisar aspectos relevantes da Cultura local, nacional e internacional de forma ágil e interativa com seus leitores, criando uma rede de discussão acerca do mundo dos espetáculos.

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