7.31.2009

Meu sonho de consumo do dia



Os 13 álbuns de estúdio dos Beatles remasterizados e metidos em capas que reproduzem com fidelidade os álbuns em vinis da década de 60. Se algum leitor desse blog ganhar na Mega Sena por esses dias, aceito de presente.

7.30.2009

Beirut no Brasil



A banda Beirut confirmou duas apresentações no Brasil para o próximo mês de setembro, animando o pequeno número de fãs deles aqui no País. O grupo é bem interessante como dá para conferir neste clip da música "Elephant Gun".

7.29.2009

O Adeus de Mussum



Há exatos 15 anos morria o meu, o seu, o nosso trapalhão favorito, Mussum.

7.28.2009

Dicas bem pessoais para a melhora da TV


Não conheço ninguém que ache que a TV brasileira seja ao menos regular. É só começar o assunto perto de alguém que você é imediatamente correspondido em sua revolta contra o baixo nível da telinha. No entanto, temos uma das TVs mais assistidas no planeta, com grande audiência aos programas mais imbecis.
Há alguns meses fiz uma coluna dando dicas bem pessoais para a melhoria da cultura nacional, e tive umas das melhores respostas da história dessa coluna. Seguindo o exemplo da nossa TV que se auto imita em tudo que dá ibope, imito eu mesmo na coluna de hoje, dando conselhos (inúteis e que não serão seguidos, evidentemente) para a melhoria dessa caixa que enfeita nossos quartos e salas há quase 60 anos:

1 – Proibir qualquer apresentador de programa policial de gritar. É falta de respeito alguém ficar barrando dentro da casa da gente.

2 – Que o Ibope deixe de servir de parâmetro para qualquer medição dentro da TV brasileira.

3 – Que a Glória Peres, autora da novela “Caminho das Índias” seja multada toda vez que distorcer a cultura de algum país.

4 – Que as TVs a cabo parem de reprisar tantos seus programas.

5 – Que as Minisséries da rede Globo, como “Som e Fúria” e “Capitu” comecem mais cedo ou que sejam constantemente reprisadas.

6 – Que o João Kleber continue exilado.

7 – Que a Márcia Goldsmith seja exilada também.

8 – Que os salários de gente como Gugu Liberato e Faustão diminuam em 1000%.

9 – Que nos próximos anos surjam mil novas emissoras, transmitidas de favelas, associações de bairro, condomínios chiques, redações de jornais, quartos de amigos, etc. A diversidade faz a força.

1 0 – Que todos se lembrem que TV é antes de tudo entretenimento, não é um veículo para “alta cultural”. E que diversão não quer dizer necessariamente tratar quem está do lado de cá como idiotas.

7.24.2009

Cinema? Que cinema?


Estive na premiação do “2º Festival de Cinema de Paulínia”, e como no ano passado fiquei impressionado com a estrutura do evento. Calcula-se que foram investidos R$ 9 milhões na mostra, que exibiu 14 filmes inéditos, que em breve estarão nos cinemas brasileiros.
O Teatro onde acontece o evento custou aos cofres públicos R$ 33 milhões, e não fica nada a dever àqueles que a gente vê em eventos cinematográficos como Cannes, Veneza, Roma ou mesmo Hollywood. O capital para tudo isso vem graças a uma verba cobrada de empresas instaladas na cidade, que são obrigadas a destinar 1,5% de seus ganhos para a área da Cultura. Como Paulínia é um grande centro prolífico dá para poetizar que lá o cinema brota do fundo da terra.
Durante os dias de evento a gente sai trombando em celebridades que elogiam tudo que acontece ali quando sobem ao palco para receber seus prêmios em dinheiro distribuídos aos diretores e atores.
Tudo muito lindo, chique e cheiroso. Mas só tem um probleminha: Com 60 mil habitantes e a fama de receber um dos maiores eventos cinematográficos da América Latina, Paulínia não tem nenhuma sala de cinema. Isso mesmo, nenhuma.
Há alguns meses o secretário de Cultura da cidade, Emerson Alves, afirmou em entrevista ao jornal Folha de SP que o objetivo da administração é formar mão de obra apta para trabalhar em produções filmadas na própria cidade. Acho que entendo a lógica do nobre político. Ele pensa mais ou menos assim: Um operário da fábrica da Ferrari não necessita saber dirigir para montar uma super carro.
Mas arte não é automóvel e essa lógica não vale. Um Pólo de cinema nesses moldes vai contra a corrente ideal de um bom investimento na Cultura. É como começar a construir um edifício dos andares de cima, ele acaba sem base e com o tempo cairá, e na cabeça dos pobres que usam a rua para ganhar o pão de cada dia.
Um exemplo clássico do resultado dessa política cultural foi o pomposo tapete vermelho estendido na frente do grandioso teatro da cidade. Cercado de arquibancadas para deixar a população ver os artistas chegarem ao local as cadeiras ficaram vazias. Um ou outro apareceu para tirar fotos com os atores e atrizes que eles viam na novela. Quem era ator de novela acabava passando batido.
Dizem que costumamos achar o gramado do vizinho sempre mais verde. Mas você consegue imaginar Veneza, Roma, Cannes ou Hollywood ostentando uma mega festival sem nenhuma sala de cinema?

7.23.2009

A Alice de Burton



Um dos filmes mais esperado do próximo ano ganha seu trailer oficial. Dirigido por Tim Burton, "Alice no País das Maravilhas" promete ser a mais fiél adaptação da obra do escritor inglês Lewis Carrol, pois é o primeiro que não trata o livro como uma obra infantil, coisa que ele nunca foi. Uma curiosidade no trailer é que parece que o sombrio Burton deu maior destaque ao Chapeleiro Maluco (Johnny Deep), que no livro tem apenas uma importante, mas pequena participação.

7.21.2009

Ê lá em casa!



Licença poética é quando o artista se utiliza de algo que foge da realidade em pról do embelezamento de sua obra. Um exemplo é a atriz Karen Junqueira, que viverá a ex-prostituta Bruna Surfistinha em um filme que está sendo rodado baseado no livro de Bruna. Se o filme vai ser bom eu não sei e nem boto muita fé, mas quem já viu a verdadeira escritora/garota de programa sabe que Karen é uma bela de uma licença poética da vida real.

7.20.2009

O novo disco de Nando Reis



Na última quarta-feira saiu aqui no Caderno L do LIBERAL minha entrevista com o cantor e compositor Nando Reis. Como é normal em qualquer jornal acabei tendo que cortar um trecho do meu texto onde fazia uma resenha crítica sobre seu novo disco, "Drês", para não deixar de fora nenhuma resposta do ex-Titã prejudicando assim a naturalidade do bate papo. A resenha limada é essa aqui que publico aqui em baixo:

Disco é autoterapia de seu autor

Um polêmico psiquiatra americano chamado Arthur Janov, pregava na década de 1970 que a melhor maneira de se livrar de traumas passados era colocando-os para fora. Ele criou um estranho método de tratamento chamado “terapia do grito primal”, onde seus pacientes berravam problemas em sessões que mais pareciam exorcismo que psicanálise. Muitos famosos aderiram ao “tratamento” de Janov, entre eles, o então beatle John Lennon.
O ex-titã Nando Reis não deve acompanhar o método do psicanalista americano, mas criou suas próprias sessões de grito primal através de sua música. “Drês”, seu último disco, é um exemplo. Por ele ficamos sabendo que ele não foi um bom pai para sua filha Sophia: “Sofria vendo eu me destruir/ Sem conseguir me parar/ Sofri vendo você pedir/ As coisas que eu não pude dar/ Sofreu mais do que deveria/ Sofro a cada vez que te faço chorar” (Só pra So”). Também descobrimos que ele ainda não superou a morte de sua mãe: “Nesse dia, o dia em que eu perdi minha mãe/ Eu me dei conta que eu estava só por minha conta/ A minha conta não fecha/ Essa conta nunca mais fechou/ Nunca mais fechou” (“Conta”). O fim de seu último relacionamento amoroso e seus medos pessoais também estão no cardápio das 12 faixas que compõem o álbum, o quinto de estúdio do cantor, que desta vez trocou o formato acustico dos discos anteriores por uma pegada mais roqueira, que segundo o próprio artista é reflexo dos anos de convivencia com seu time de músico, o que é não dificil ser confirmado em uma rápida ouvida do disco.
Guitarra, bateria, baixo e violão funcionam sem vergonha de soarem barulhentos e a voz de Nando Reis deixa de lado tons baixos para gritar paisagens que servem de elegia a momentos simples, bucólicos até. No final é o Nando Reis de sempre, complexo em sua simplicidade.

7.14.2009

Abaixo os índices de audiência!



Assisti com entusiasmo os primeiros capítulos da minissérie “Som e Fúria”, na rede Globo. Gostei muito. Engraçado, inteligente, dinâmico e mesmo assim rico em referências à obra de William Shakespeare, o atemporal bardo inglês. Para mim é como deviam ser muitos programas de TV, afinal o veículo TV é antes de tudo para entreter, até mais do que educar, o que não significa que diversão seja sinônimo de desrespeito à inteligência de quem está sentado no sofá do lado de cá.
Ao final do episódio liguei o computador por alguns minutos e pelo MSN alguns amigos puxaram assunto sobre o que viram também felizes. Um deles, que é ator, chegou a afirmar que poucas vezes havia visto a TV ou o cinema radiografar tão bem o dia a dia de uma companhia de teatro.
Não sou ator e nunca tentei ser (o que é uma ótima notícia para o teatro brasileiro), mas como convivo com vários deles no dia a dia, já que trabalho em um caderno de Cultura regional, também vi na telinha da TV durante a exibição desse novo projeto do diretor Fernando Meirelles vários personagens que me lembraram pessoas reais, que todos os dias sobem ao palco de teatros da região.
Mas para meu espanto, no dia seguinte ao voltar a ligar o computador em sites de noticias vi dezenas de notas destacando que a minissérie havia derrubado os índices de audiência da emissora. Foram umas dez fontes diferentes destacando a mesma informação e nenhuma letra sobre as qualidades ou defeitos do programa que eu havia tanto gostado.
Parafraseando Raul Seixas em “Ouro de Tolo”, agora eu lhe pergunto: E daí? Medições de audiência foram feitas para investidores publicitários terem melhor noção de onde investir, não para jornalistas ficarem usando como gancho de notícia que no fundo não fazem a menor diferença.
“Som e Fúria” pode ser um fracasso de telespectadores ou um grande sucesso. Os fatores que levarão a isso são muito profundos e variados, e não será medições de TVs ligadas na Globo naquele horário que vão nos explicar os motivos. Abaixo a ditadura da audiência.

Um clipe para esta noite de terça-feira



A crítica ficou meio dividida com o novo álbum do grande Iggy Pop, "Preliminéare". Eu gostei, principalmente desta faixa que nos faz lembrar outro grande contemporâneo de Iggy, Tom Waits.
Não bastasse a faixa ser boa, ela ganhou um clipe bem criativo, reforçando o fascínio do cantor por cachorros vira latas, que povoaram várias de suas músicas aos longo dos últimos 40 anos de carreira.

7.13.2009

Dia do Rock



Como tudo referênte à história, não dá para cravar um momento exato em que o estilo nasceu. Ele foi se desenvolvendo através das primeiras décadas do século, através de fusões com o country, o blues, o gospel e o jazz. Costuma-se decretar que o marco zero foi o sucesso de "Rock Around the Clock", de Bill Halley, em 1955. Mas antes disso, já haviam projetos explosivos como esse aqui acima, de um jovem Ike Turner aparecendo na TV em 1954. Isso é mais rock que toda a obra do NX Zero, do Charlie Brown Junior e do CPM 22 somadas e multiplicadas por mil.

7.07.2009

Michael Jackson teve um funeral coerente



Estou aqui meio espantado com a super produção que foi preparada para o funeral de Michael Jackson e que está sendo transmitida aqui nas TVs instaladas na minha frente no meio da redação do LIBERAL. Artistas pop, choros, primeira fila com a família, luzes coloridas e um caixão ao fundo, dando um ar meio mórbido a todo o negócio. Mas se formos pensar bem tudo isso é a cara de Michael, que sempre gostou de um exagero mega produzido e de grandes proporções midiaticas.
Não foi ele que mandou fazer uma estátua gigante que cruzou o rio Tamisa, em Londres, para o lançamento do álbum "History" (1995)? Ou construiu uma mega mansão em Los Angeles chamada "Terra do Nunca" com zoológico e parque de diversões? Ou fechava parques para sua equipe em todas as cidades por onde passava?
Na década de 1970, os mega concertos de rock criaram um distanciamento monstro entre artistas e fãs, colocando astros da música como semi-deuses. O álbum "The Wall", do Pink Floyd tematizava isso comparando a música pop a comícios nazistas. Mas nenhum outro artista criou uma redoma ao redor de si como Michael Jackson, que quanto mais sucesso tinha mais fechado em seu próprio mundo se refugiava.
Este talvez não seja um bom momento para se lembrar disso, mas em setembro de 1991, quando o álbum "Nevermind", do Nirvana, tirou "Dangeours", de Michael Jackson do topo das paradas isso teve um significado simbólico muito forte, como se a música tivesse recuperado seus laços com o mundo real, com os problemas que atormentavam toda uma geração e que foram de certa forma responsaveis por Kurt Cobain meter uma bala na cabela três anos depois.
Hoje é o dia do mundo chorar Jackson, esse artista que resumia tão bem a música pop que é antes de mais nada uma arte de fuga, como foi de fuga da dor seu funeral, repleto de pompa e circustâncias.

Inversão de valores

Há pelo menos dois anos a prefeitura de Americana mendiga verba para a reforma de seu principal museu, o do Casarão do Salto Grande. Precisa-se de R$ 2,5 milhões para deixá-lo em condições de receber escolas, turistas e outros interessados em conhecer a história de uma cidade que ainda hoje é referência têxtil no Brasil.
O mesmo problema se repete em Sumaré, onde o antigo prédio da Estação espera algum empresário interessado em investir uns R$ 3 milhões para transformar o lugar em um Centro Cultural, coisa que a cidade não tem até hoje. É uma novela trágica a luta dos atores de lá quando precisam apresentar uma peça de teatro ou quando o próprio Poder Público resolve fechar contrato com algum espetáculo de São Paulo, Rio Janeiro ou mesmo Campinas. Isso sem falar de exposições, sessões de cinema ou shows musicais, que nem passam pelo município.
A situação é ruim, mas torna-se pior quando lemos notícias de artistas como Calypso, Ivete Sangalo e Caetano Veloso que pediram financiamento via Lei Rouanet, a mesma pedida por Americana e Sumaré, e foram contemplados pelo governo. Utilizando do nome que possuem junto a opinião pública todos eles estão em turnê com o dinheiro investido por empresários que visam descontos no imposto de renda, ou seja, o Governo Federal deu aval para se investir dinheiro público em projetos privados. Por que Ivete Sangalo, a maior artista em termos comerciais do Brasil precisa de R$ 2 milhões para fazer shows? E porque eu, que nunca fui ou irei a um show dela estou pagando por isso?
Em 1992 vi a turnê “Circuladô”, de Caetano Veloso, em um Memorial da América Latina lotado. Um ótimo show, que só consegui ver porque fui rápido na compra de ingressos. Há dois anos tentei novamente ver a turnê “Cê”, mas como fui mais lento, acabei ficando de mãos abanando, sem entradas. Se meus textos fizessem vender tantos jornais quanto o Calypso consegue vender DVDs eu não teria a cara de pau de pedir ajuda pública mesmo que a lei me permitisse isso. Aliás, uma coisa é bom deixar claro: Nenhum desses artistas (ou empresários deles) fez nada de errado, apenas se aproveitaram de uma lei que dá espaço a essas distorções. Imoral, mas não ilegal.
Pensei muito nisso quando me deparei com a história da estudante Giulia Olsson no site www.catracalivre.com.br. Com 14 anos a menina, estudante de música, dá aulas de violino na favela de Heliópolis, que possui uma bela orquestra formada por adolescentes moradores de lá. Através de contatos feitos via e-mail com empresários, ela ainda conseguiu levantar mais R$ 30 mil que foi totalmente repassado a Sinfônica da favela, que estava precisando de instrumentos novos. Esse é o caminho certo: Dinheiro privado para ações públicas. Isso não parece obvio?

7.01.2009

Sky Saxon (1947 - 2009)



Em meio a todo o espaço dado a morte do Michael Jackson a mídia acabou esquecendo de outro grande talento que faleceu no mesmo dia, aos 62 anos, Sky Saxon, líder do grupo The Seeds, que gravou clássicos como esse acima na década de 60 e era adorado por gente acima de qualquer suspeita, como Joey Ramone, Patti Smith, Johnny Thunders, Kurt Cobain e Billy Corgan. Fica aqui minha homenagem a esse artista que marcou o psicodelismo na década de 60.

Sorte ou azar?



Olha só essa coinscidencia. A revista inglesa Q chegou na última sexta-feira às bancas britanicas com essa capa aqui de cima. A longa matéria desta edição de julho trazia um raio X da turnê do cantor Michael Jackson que teria início no próximo dia 13 (se realmente fosse acontecer) e uma capa com imagem recente do cantor a cargo do fotógrafo John Wright. Sem uma nota sobre a morte do cantor, a edição com certeza deve ter vendido muito, pegando os fãs mais desavisados. De qualquer forma, é uma edição histórica, para ser guardada pela curiosidade.

Pina Bausch



Conheço pouco da arte da dança, mas a importância de Pina Bausch superava qualquer ignorancia desse tipo. Em qualquer antologia sobre a história da dança contemporanea lá estava o nome de Bausch que faleceu nesta terça-feira aos 68 anos, idade muito jovem para uma bailarina (esse pessoal geralmente se despede desse mundo acima dos 90!), mas tempo mais que suficiente para ter deixado sua marca eternamente como uma das grandes artistas do século 20. Acima o trailer do filme "Fale com Ela", de Pedro Almodóvar, onde ela tem papel pequeno, mas marcante. A dançarina de branco, que aparece rapidamente nesse video é ela.

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PerfilLuciano Assis
Luciano Assis, 32, é repórter do Caderno L do jornal LIBERAL, onde escreve diariamente sobre música, literatura, cinema, teatro e artes plásticas. É também o responsável pela coluna “Entrelinhas”, publicada na edição de domingo do jornal, onde analisa assuntos culturais que foram notícia no decorrer da semana.
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O Blog Entrelinhas é uma extensão do Caderno L do LIBERAL, e tem como meta informar, comentar e analisar aspectos relevantes da Cultura local, nacional e internacional de forma ágil e interativa com seus leitores, criando uma rede de discussão acerca do mundo dos espetáculos.

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